Segunda etapa da 3ª edição do 'Hackfest Contra a Corrupção' acontece nesta sexta-feira (18)

Indicado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) para concorrer com projetos do mundo inteiro na área de inovação, o 'HackFest Contra a Corrupção', evento idealizado e promovido pelo Ministério Público da Paraíba (MPPB), realiza nesta sexta-feira (18) a segunda etapa da maratona de programação realizada no mês de junho deste ano. Na sexta-feira ocorrerá a etapa de premiação, no Centro Cultural Ariano Suassuna do Tribunal de Contas do Estado da Paraíba (TCE-PB), em João Pessoa.

O evento marcará a entrega dos prêmios às equipes finalistas da edição 2017 da maratona de programação. Também ocorrerá diversas atividades: oficinas e uma feira para a apresentação dos serviços de diversos órgãos públicos. As atividades acontecerão durante os turnos da manhã e da tarde desta sexta-feira

As inscrições para as oficinas serão gratuitas e realizadas no local do evento. A partir das 9h, terão início as apresentações dos softwares desenvolvidos pelos finalistas e a exposição dos órgãos públicos. Também nesse mesmo horário tem início as oficinas 'Para que serve lavar dinheiro?', facilitada por Rômulo Palitot; 'A Tecnologia da Informação do TCE-PB no Combate à Corrupção', facilitada pelo auditor do TCE-PB Willo Herbert; e 'Cidadania e Ativismo', facilitada pela coordenadora do Instituto Soma Brasil, Karina Oliveira, e pelo publicitário Caio Henrique.

Um espaço destinado às crianças também poderá ser visitado no turno da manhã. A área terá atividades organizadas pelo Exército Brasileiro, Corpo de Bombeiros, Polícia Federal, Detran-PB, Ibama, CGU-PB e TRE-PB.

A parte da tarde seguirá com a 'Feira Contra a Corrupção' e com a exposição dos programas. Das 14h às 16h, serão realizadas as oficinas 'Receita Federal – Canais de Atendimento e Serviços Disponibilizados na Internet', 'Transparência e Dados Abertos do Estado da Paraíba' e 'Governança e Transparência Pública', facilitadas, respectivamente, pela analista tributária da Receita Federal Grace Graça Gomes; por Maria Marconiete em parceria com o analista de informática da Codata Helder Vieira da Silva; e pelo auditor da CGU Rodrigo Paiva em parceria com o professor Fernando Torres (UFPB). A premiação das equipes ocorrerá a partir das 16h, no Auditório do Centro Cultural Ariano Suassuna.

Quebra-Câmara-Quebra-Senado, SouFiscal. Meudeputado.com, Geração Limpa, Minha Cidade, Vidinha de Balada, PaCiente, Folha Limpa, BoBot e Caça Fantasmas foram as dez equipes vencedoras da primeira etapa da 3ª edição do ‘HackFest Contra Corrupção’ do Ministério Público da Paraíba MPPB, realizada de 9 a 11 de junho no Espaço Cultural, em João Pessoa.

De acordo com o regulamento do HackFest 2017, serão premiadas até dez equipes, sendo três com medalhas de ouro, três com medalhas de prata e quatro com medalhas de bronze. As equipes vencedoras com medalha de ouro receberão um prêmio de R$ 10 mil cada uma; as com medalha de prata terão cada uma a premiação de R$ 6 mil; e as com medalha de bronze serão agraciadas com R$ 3 mil.

Os prêmios em dinheiro serão pagos por meio do convênio estabelecido entre a Controladoria Geral da União (CGU) e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), devendo ser divididos igualmente entre os integrantes das equipes e entregues conforme cronograma do evento.

Na primeira etapa, os trabalhos foram julgados por uma Comissão Julgadora composta por 13 integrantes: Edmilson Campos Leite Filho e Alberto Vinícius Cartaxo da Cunha, representantes do Ministério Público da Paraíba; Luís Guilherme Pontes de Azevedo e Marcos Gerhardt Lindenmayer, da Controladoria Geral da União na Paraíba; Josedilton Alves Diniz e Vinicius Farias Dantas, representantes do Tribunal de Contas da Paraíba; Dimas Queiroz, da Universidade Federal da Paraíba; Gustavo Soares, da Universidade Federal de Campina Grande; Thayana Carla Dias Guerra, do Centro Universitário de João Pessoa (Unipê); Severino Queiroz, da Controladoria Geral do Município de João Pessoa; Hercílio de Medeiros Sousa, do Iesp Faculdades; Bruno Duarte Garcia, do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade); e Rodrigo Gama, do BNDES.

O ‘HackFest Contra a Corrupção’ é uma maratona hacker de programação que pretende, por meio do desenvolvimento de soluções tecnológicas, envolver a sociedade no combate à corrupção. Programadores, estudantes e profissionais ligados ao desenvolvimento de softwares, e também das áreas de Direito, Administração, Gestão Pública, Design e Arte/Mídia estiveram reunidos em 17 equipes em junho, desenvolvendo softwares e apresentando ideias para futuros aplicativos que ficarão à disposição da sociedade.

Programação da 2ª etapa

# das 9h às 16h – Salões – 'Feira Contra a Corrupção': exposição de 20 stands de órgãos públicos com informações e serviços para a população, com foco no combate à corrupção, transparência pública e gestão pública.

# das 9h às 16h – Salões – Exposição dos softwares finalistas do Hackfest: exposição e demonstração dos 10 aplicativos finalistas do HackFest, visando a divulgação e utilização pela sociedade.

# das 9h às 12h – Espaço Criança – Atividades do Exército Brasileiro e Bombeiros: atividade infantojuvenil (ponte de cordas, detector de metais, exposição de veículos etc.); atividades do Detran-PB: atividade infantojuvenil (circuito para conhecimento das leis de trânsito); atividades do Ibama: atividade infantojuvenil (oficina de desenho); atividades do TRE: atividade infantojuvenil (urna eletrônica); e atividades da CGU: atividade infantojuvenil (ludo da cidadania).

# das 9h às 12h – Oficina 1 – Sala 1 – 'Para que serve lavar dinheiro?': oficina que irá tratar do mecanismo da lavagem de dinheiro. Facilitador: Rômulo Palitot – advogado e sócio do Escritório Rabay, Bastos & Palitot; doutor em Direito Penal pela Universitat de València; professor e coordenador acadêmico do Mestrado em Direito e Desenvolvimento do Centro Universitário de João Pessoa (Unipê); professor de Direito Penal da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) e vice-presidente do Superior Tribunal de Justiça Desportiva – STJD, da Confederação Brasileira de Automobilismo – CBA.

# das 9h às 12h – Oficina 2 – Sala 2 – 'A Tecnologia da Informação do TCE-PB no Combate à Corrupção': oficina que apresenta as ferramentas de tecnologia da informação disponíveis no Tribunal de Contas do Estado da Paraíba para o combate à corrupção. Facilitador: Willo Herbert – auditor de contas públicas do TCE-PB, é bacharel em Ciência da Computação e mestre em Economia do Setor Público; possui larga experiência nos setores privado e público na área de tecnologia de informação.

# das 9h às 12h – Oficina 3 – Sala 3 – 'Cidadania e Ativismo': oficina que irá apresentar ferramentas para uma efetiva ação da sociedade no controle social. Facilitadores: Karina Oliveira – coordenadora do Instituto Soma Brasil; mestra em direitos humanos, políticas públicas e cidadania; e Caio Henrique – publicitário e idealizador do Movimento Cidade Bike, que atua para assegurar a implantação de ciclofaixas e ciclovias em João Pessoa e disseminar a cultura do uso da bicicleta como meio de transporte.

# das 14h às 16h – Oficina 4 – Sala 1 – 'Receita Federal – Canais de Atendimento e Serviços Disponibilizados na Internet': oficina que irá apresentar os principais serviços on-line disponibilizados para a sociedade pela Receita Federal. Facilitador: Grace Graça Gomes – analista tributária da Receita Federal; bacharel em Ciência da Computação e Direito, contando com pós-graduação em redes de computadores.

# das 14h às 16h – Oficina 5 – Sala 2 – 'Transparência e Dados Abertos do Estado da Paraíba': oficina que irá apresentar as ferramentas disponíveis para que o usuário possa acompanhar os dados públicos paraibanos. Facilitadores: Maria Marconiete Fernandes Pereira – auditora de Contas Públicas da CGE e Helder Vieira da Silva – analista de Informática da Companhia de Processamento de Dados da Paraíba/Codata.

# das 14h às 16h – Oficina 6 – Sala 3 – 'Governança e Transparência Pública': oficina que irá apresentar ferramentas para acesso à informação pública, para que os cidadãos possam exercer seu direito e fomentar uma boa governança no setor público. Facilitadores: Rodrigo Paiva – auditor da CGU, engenheiro e advogado, coordenador do Núcleo de Ações de Ouvidoria e Prevenção à Corrupção (Naop); e Fernando Torres – professor da Universidade Federal da Paraíba, mestre em Administração pela Universidade Federal de Pernambuco, membro do Grupo de Estudos em Finanças e Contabilidade (GEFIC–UFS), possui especialização em Finanças Corporativas.

# das 16h às 17h – Auditório – Premiação das equipes vencedoras do HackFest 2017: cerimônia de premiação das equipes finalistas, onde será conhecida a ordem de classificação.

Os aplicativos finalistas

# Quebra Câmara, Quebra Senado – Quebrar as travas de acesso aos dados de remuneração de parlamentares, possibilitando uma análise comparativa e crítica dos valores e benefícios recebidos.

# Sou Fiscal – Aplicativo com foco em detectar e denunciar irregularidades em obras públicas.

# Os Políticos.com – Aplicativo para acompanhar o perfil e a atuação de políticos.

# Geração Limpa – Game para fomentar a discussão de cidadania e ética nas crianças.

# Minha Cidade – Aplicativo que acompanha a distribuição de recursos no orçamento e sua efetiva aplicação, possibilitando identificar distorções de prioridades nos gastos públicos.

# Vidinha de Balada – Software que permite acompanhar os gastos dos políticos, suas vantagens pessoais, utilizando o humor para categorizar o perfil de cada político.

# PaCiente – Aplicativo que pretende captar as queixas da população com os serviços de saúde, permitindo o georreferenciamento das unidades de saúde e sua classificação de acordo com as reclamações dos usuários.

# Folha Limpa – Aplicativo que permite realizar o cruzamento de informações das folhas de pagamento de servidores públicos, permitindo encontrar divergências e irregularidades, tais como acúmulo ilegal de cargos.

# Bo Bot – Aplicativo que pretende criar um boletim de ocorrência policial virtual, no qual o cidadão poderá colaborar com informações sobre o tipo de ocorrência, causas do crime, etc., permitindo um georreferenciamento de locais com potencial risco e auxiliando órgãos de segurança pública.

# Caça-Fantasmas – Aplicativo que objetiva identificar empresas-fantasma que contratam com o serviço público, através do cruzamento de dados de licitação e o georreferenciamento do endereço das empresas, por meio do qual o cidadão poderá auxiliar na detecção de irregularidades.

 

Fonte: MPPB

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