ABL elege Ignácio de Loyola Brandão como novo imortal da Academia

Escritor, romancista e jornalista é eleito, por unanimidade, para a cadeira 11 da Academia. Ele preenche a vaga após a morte do jurista e sociólogo Hélio Jaguaribe

Foto: globonews
Por Ângela Duarte há 8 meses

O escritor, romancista e jornalista Ignácio de Loyola Brandão foi eleito, por unanimidade, para a cadeira 11 da Academia Brasileira de Letras, nesta quinta-feira (14). Ele preenche a vaga após a morte do jurista e sociólogo Hélio Jaguaribe, que ocorreu em setembro do ano passado.

Ignácio, que é paulista, recebeu todos os 31 votos. Os demais concorrentes foram Eloi Angelos Ghio D’Aracosia, Placidino Guerrieri Brigagão, José Roberto Guedes de Oliveira, Remilson Soares Candeia, José Itamar Abreu Costa, Marilena Barreiros Salazar, Raquel Naveira, Felisbelo da Silva, Sérgio Caldeira de Araújo, Rodrigo Cabrera Gonzales e Lucas Menezes.

Após a votação, o Presidente da ABL, professor Marco Lucchesi, procedeu à tradicional queima dos votos. Os ocupantes anteriores da cadeira foram: Lúcio de Mendonça (fundador) – que escolheu como patrono Fagundes Varela –, Pedro Lessa, Eduardo Ramos, João Luís Alves, Adelmar Tavares, Deolindo Couto, Darcy Ribeiro e Celso Furtado.

Sobre Ignácio de Loyola Brandão

Ignácio de Loyola Brandão nasceu em Araraquara, São Paulo, em 1936. Foi jornalista em sua cidade natal. Depois, aos 21 anos, mudou-se para São Paulo, e continuou a carreira. Trabalhou no jornal Última Hora e nas revistas Claudia, Realidade, Setenta, Planeta, Ciência e Vida, Lui e terminou a carreira em Vogue. Atualmente escreve uma crônica quinzenal para o jornal O Estado de S. Paulo.

O romancista recebeu, pelo conjunto de sua obra, o Prêmio Machado de Assis de 2016, em seu novo formato, quando passou a ser o único outorgado pela Academia Brasileira de Letras. Publicou mais de 42 livros, entre romances e contos, crônicas, viagens, infantis e infanto-juvenis e uma peça teatral. Entre eles: Zero; Não verás país nenhum; Dentes ao sol; O beijo não vem da boca; Cadeiras proibidas; O anônimo célebre; e O mel de Ocara.


Fonte: G1