Grafite de rato atribuído a Banksy é exibido em Tóquio

Autoridades pediram para que artista britânico entre em contato para confirmar autenticidade da obra

Foto: Behrouz MEHRI / AFP
Por Ângela Duarte há 4 meses

Fonte: G1

A cidade de Tóquio exibe a partir desta quinta-feira (25) um grafite em estêncil que poderia ser obra de Banksy, enquanto as autoridades pediram ao misterioso artista britânico que entrasse em contato.

Curiosos, amantes da arte e turistas se aglomeravam para dar uma olhada nesta representação de um rato segurando um guarda-chuva na porta de uma instalação técnica no centro da capital do Japão.

"Em caso de problemas, gostaria que Banksy entrasse em contato com os nossos serviços", declarou a governadora de Tóquio, Yuriko Koike, em meio a dúvidas sobre a autenticidade do desenho, uma vez que o artista ainda não o reivindicou.

Protegido por um vidro, o trabalho foi instalado em uma esquina do prédio municipal tentacular.

"Fala-se tanto sobre esse artista que vim aqui com a expectativa de que ele realmente seja o autor", disse Akihiro Ishikawa, de 71 anos.

"O que eu gosto é que ninguém sabe quem ele é. Eu aprecio esse mistério", ressaltou Riyuko Sato, enquanto seu marido Toshio duvidava que Banksy entraria em contato com as autoridades.

A prefeitura, alertada em dezembro pelos vizinhos, fez um anúncio público um mês depois.

"Temos em Tóquio um desenho de um simpático rato que talvez seja o trabalho de Banksy. Um presente para Tóquio?", questionou Koike no Twitter, acrescentando uma foto ao seu texto.

A data em que o desenho foi feito não é conhecida. Fotos postadas nas redes sociais antes de 2018 sugerem que o desenho é antigo, ainda mais porque parece afetado pelo tempo.

A identidade de Banksy é um mistério bem guardado desde seu surgimento na década de 1990. Sabe-se sua nacionalidade (britânica), sua cidade natal (Bristol), sua página no Instagram com 5 milhões de seguidores e seu site onde posta suas obras, sem outros comentários.

Banksy utiliza sua arte de rua como meio de protesto e zomba de sua recuperação para fins comerciais, como em outubro de 2018, quando causou sensação ao fazer uma de suas obras se auto-destruir parcialmente momentos depois de ser vendida em leilão na Sotheby's de Londres por mais de um milhão de libras (US$ 1,4 milhões).