Museu de Arte Moderna de Nova York compra quadro 'A Lua', de Tarsila do Amaral

Obra poderá ser vista em exibição a partir de março deste ano no MoMA

Foto: Reprodução
Por Ângela Duarte há 8 meses

O Museu de Arte Moderna de Nova York (MoMA) anunciou nesta quarta-feira (27) a aquisição do quadro "A Lua" da pintora brasileira Tarsila do Amaral, uma das representante mais influentes do modernismo no país. Ele poderá ser visto em exibição a partir de março deste ano.

Em comunicado, a galeria deu as boas-vindas à pintura, a primeira de Tarsila do Amaral em sua coleção, e descreveu a artista como uma "figura de fundação para a arte moderna no Brasil e uma protagonista central nos intercâmbios transatlânticos e culturais deste movimento".

A compra desta obra acontece depois da mostra que o museu organizou em parceria com o Instituto de Arte de Chicago no ano passado "Tarsila do Amaral: Inventing Modern Art in Brazil", a primeira da artista brasileira nos Estados Unidos. O quadro é feito em óleo sobre tela e mostra um cacto solitário em uma noite com tons azuis e uma lua em destaque

A principal curadora de Pintura e Escultura do Moma, Ann Temkin, garantiu que, depois da exibição de 2018, o museu confirmou a necessidade de contar com uma tela da artista em sua coleção permanente, embora sabia que não seria uma tarefa fácil.

"Nos sentimos extremamente sortudos de poder acrescentar seu trabalho à história que contamos no quinto andar do museu", disse a curadora.

Nascida em São Paulo em 1886 no seio de uma família que possuía plantações de café, Tarsila do Amaral estudou música e belas artes antes de se mudar a Paris em 1920, onde seguiu com seus estudos em arte.

Nessa década, viajou constantemente entre a capital francesa e sua cidade natal, embora tenha sido em Paris onde completou o que chamou de "serviço militar em Cubismo" nos ateliês de André Lhote, Fernand Léger e Albert Gleizes.

Lá conheceu também grandes figuras das vanguardas artísticas, como Constantin Brancusi, Jean Cocteau e Pablo Picasso.

"A Lua" foi pintado em 1928. O quadro destaca-se por sua composição sensual, altamente estilizada e feito com uma paleta rica em cores muito saturadas.


Fonte: G1