Brasil criou 2,5 milhões de empresas em 2018; mais de 80% eram MEIs

Número de novos negócios é 15% superior à quantidade criada em 2017; a fraca recuperação da economia estimulou 'empreendedorismo por necessidade', diz Serasa Experian

Fabiana Roseira viu seu negócio crescer e agora quer se tornar MEI. — Foto: Daniel Silveira/G1
Por Ângela Duarte há 7 meses

Fonte: G1


O país criou 2,5 milhões de novas empresas em 2018, batendo o recorde da série iniciada em 2010. Os dados são do Indicador Serasa Experian de Nascimento de Empresas, divulgado nesta terça-feira (26).

Os novos negócios cresceram 15,1% na comparação com 2017 (quando surgiram 2,2 milhões de empreendimentos). Do total, os MEIs (microempreendedores individuais) foram a maioria em 2018, chegando a 81,4%. Por segmento, os serviços de alimentação predominaram, com participação de 8,2%.

MEIs cresceram quase 20%

O Brasil atingiu a marca de 2.064.430 de MEIs formalizados em 2018, um crescimento de 19,1% na comparação com 2017.

Em nota, os economistas da Serasa Experian atribuíram o aumento do "empreendedorismo por necessidade" à fraca recuperação da economia e o reflexo negativo na retomada da criação de vagas formais de trabalho.

“A grande representatividade de MEIs e os segmentos que lideraram a abertura mostram que tem muitas pessoas investindo em atividades com produtos e serviços de maior aceitação e consumo no dia a dia, o que demonstra mais a necessidade do que oportunidade", disse em comunicado a diretora de micro, pequenas e médias empresas da Serasa, Fernanda Monnerat.

As sociedades limitadas representaram 7,5% dos novos negócios no ano passado, com alta de 4,4% ante 2017. Já as empresas individuais tiveram uma participação de 5,5% e fecharam em queda de 12,3% frente a 2017.

Alimentação foi destaque

Entre os empreendimentos abertos de janeiro a dezembro do ano passado, os serviços de alimentação predominaram, com 8,2% dos novos negócios, segundo a Serasa.

Em seguida, destacaram-se os serviços de higiene e embelezamento pessoal (7,5%), reparos e manutenções de prédios e instalações elétricas (7,1%) e comércio de confecções (6,6%).