Nordeste registra mais de 23 mil demissões em março, diz pesquisa do Caged

Os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do mês foram divulgados nesta quarta-feira (24) pela Secretaria de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia

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Por Ângela Duarte há 6 meses

Fonte: ClickPB

A região Nordeste continua sendo a mais afetada pelo desemprego com um total de 23.728 trabalhadores demitidos no mês de março. Os dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados nesta quarta-feira (24) pela Secretaria de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia. A pesquisa revela que 43.196 mil brasileiros que tinham carteira assinada foram demitidos em março. 

Num total foram registradas 1.216.177 admissões e 1.304.373 demissões no período. É o maior número de trabalhadores formais demitidos no mês de março desde 2017, quando 63.624 perderam o emprego. E é ainda pior quando comparado ao mesmo período do ano passado, quando 56.151 foram contratados.

No Sudeste, foram 10.673 demitidos; no Norte, 5.341; no Sul, 1.748; e no Centro-Oeste, 1.706.

Os maiores saldos negativos foram registrados em Alagoas (-9.636 postos); São Paulo (-8.007), Rio de Janeiro (-6.986); Pernambuco (-6.286) e Ceará (-4.638).

Atualmente, o Brasil acumula um total de 13,1 milhões de desempregados, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Segundo o Caged, no acumulado do bimestre (fevereiro e março), no entanto, o saldo de 129.943 trabalhadores contratados é superior ao verificado em 2018, quando foram 117.339 contratações com vagas formais. Também houve crescimento nos últimos 12 meses, com a criação de 472.117 postos de trabalho, um aumento de 1,24% em relação ao mesmo mês do ano anterior.

Março, porém, registrou perda acentuada de desemprego no Comércio (-28.803), Agropecuária (-9.545), Construção Civil (-7.781), Indústria de Transformação (-3.080) e Serviços Industriais de Utilidade Pública (-662).

Apenas três setores tiveram resultado positivo em março, ou seja, contrataram trabalhadores: Serviços, Administração Pública e Extrativa Mineral. Nos serviços, foram criados 4.572 empregos, impulsionados pelo subsetor de Ensino, que abriu 11,7 mil vagas, e pelo de Transporte e Comunicações, que gerou 7,1 mil novos postos. A Administração Pública teve o segundo melhor resultado para o mês, com a geração de 1.575 vagas, acompanhada pela Extrativista Mineral, que abriu 528 vagas.

Desempenho regional

O emprego foi positivo em oito estados: Minas Gerais (5.163 postos); Goiás (2.712); Bahia (2.569); Rio Grande do Sul (2.439); Mato Grosso do Sul (526); Amazonas (157); Roraima (76) e Amapá (48).