Projeto de ressocialização incentiva a leitura e ajuda a diminuir a pena

A cada livro, o apenado ganhar quatro dias a menos para cumprir

Julia Maranhão Foto: Reprodução / Internet
Por Ângela Duarte há 1 mês

Um dos projetos de ressocialização realizados pelo Governo nos presídios do estado é a Remição de Pena por Leitura. A cada livro, o apenado ganhar quatro dias a menos para cumprir. O projeto atua no Silvio Porto, na Máxima, PB1, Júlia Maranhão, presídio padrão Santa Rita, Cadeia Pública de Bayeux, Roger, Soledade e Cajazeiras. Há planos de implantação do projeto em Cruz do Espírito Santo, Sapé e Patos.

Pelo projeto, durante o ano, apesar de  poderem ler quantos livros desejarem, os apenados terão o benefício da remição de pena por 12 livros lidos, o que significa uma remição de 48 dias. Após a leitura, eles fazem uma resenha do livro e participam de uma discussão oral junto a um professor, sendo também submetido a uma avaliação que gerará nota.

Um caso bem sucedido com o projeto de ressocialização é o da unidade prisional de Soledade. Lá, os reeducandos contam com uma sala de leitura, informática e projeto de alfabetização. O projeto chama-se "Uma Nova Página". Já os reeducandos e reeducandas que cumprem pena nas unidades prisionais de Cajazeiras, além do projeto de Remição de Pena por Leitura, têm aulas de música, que também ajuda na remição de pena.
 
Benefícios dos projetos 

 Segundo Cinthya Almeida, diretora da Penitenciária Júlia Maranhão, localizada no bairro de Mangabeira, em João Pessoa, a unidade vem trabalhando – além do projeto de Remição de Pena por Leitura – com outros projetos que ajudam na remição da pena, como o "Castelo de Bonecas", que ensina o ofício da arte do artesanato e já qualificou 100 reeducandas. Atualmente, 15 delas trabalham num ateliê, beneficiando-se não apenas com o seu tempo de pena remido, mas com a qualificação de um ofício.
 
A diretora da Penitenciária Feminina de Cajazeiras, Paloma Lima, avalia que a atividade do projeto de Remição de Pena por leitura é de extrema importância. “Além de remir a pena e reinserir o reeducando e reeducanda, agrega conhecimento, ao mesmo tempo em que abre portas com novas oportunidades, sem falar na evolução intelectual", ressaltou.

Com Assessoria