Alice Wegmann vive vilã, mas diz que cenas preferidas são as que mostram 'dor e fragilidade' de Dalila

No ar em 'Órfãos da Terra', atriz enxerga beleza nos momentos em que a personagem demonstra seus pontos fracos

Foto: Raquel Cunha/Globo
Por Ângela Duarte há 5 meses

Fonte: G1

Dá para sentir ódio e ao mesmo tempo se comover com as dificuldades da vida de um vilão? Dalila, personagem de Alice Wegmann em “Órfãos da Terra”, tem malícia de sobra, mas também demonstra seus pontos fracos. E, para a atriz, essa é a parte mais bonita.

"Não é uma vilã superficial, sabe? Não só faz maldade por fazer maldade. Ela tem muito mais pra contar, tem as dores e fragilidades", conta.

"São as cenas que eu mais gosto de fazer. Quando ela fica sentida por alguma coisa, porque ela realmente sente a paixão pelo Jamil ou a perda dos pais... são questões que a tiram da zona de conforto."

Wegmann acrescenta que "o empoderamento está na fragilidade também". "Você se reconhecer frágil. É bonito esse milésimo de segundo que ela se vê assim e depois se refaz", explica.

O momento de ser franca e sensível consigo mesma também tem acontecido na vida real, segundo a atriz. Depois de se "culpar muito na vida", Wegmann diz estar vivendo um momento mais tranquilo. "Tenho me culpado cada vez menos por isso (reconhecer minha fragilidade). Antes queria me provar cada vez mais, ser forte cada vez mais", afirma a atriz de 23 anos.

Chegou para causar

Depois de viver a Maria na série "Onde Nascem os Fortes", a atriz carioca se dedica ao papel na novela das 18h. Ela agora é Dalila, que depois da morte do pai, o sheik Aziz (Herson Capri), toca os negócios milionários da família e muda para o Brasil para colocar em prática seu plano de vingança contra Jamil (Renato Goés) e Laila (Julia Dalavia).

A chegada de Dalila no Brasil começa a estremecer a relação do casal e Wegmann acha que as pessoas vão ficar "um pouquinho nervosas" com tudo que a personagem vai aprontar.

"Vão (querer) amassar o pescoço dela um pouco, porque ela não é fácil. Não vai ser uma personagem para as pessoas quererem fazer carinho", conta.

Mas logo na sequência quando perguntada se Dalila não poderia ser querida pelo público, ela parece hesitar. "Acho que como ela tem os momentos de fragilidade, as pessoas as vezes podem falar 'ah, mas….', porque realmente é muito complexo", pondera.

Wegmann percebe que a maldade da personagem é uma construção com influência direta da herança e da responsabilidade que o pai deixou.

"Ela foi criada de uma forma muito mimada, foi projetada para ser o que ela é um pouco. Ela guardou muita mágoa e rancor e tem essa obsessão pelo Jamil, então foram muitos os sentimentos que foram conduzindo a isso", finaliza.