Ciclone Idai deixa mais de 150 mortos em Moçambique e Zimbábue

Cidade portuária de Beira, segunda maior de Moçambique, ficou 90% destruída. Presidente moçambicano disse que número de vítimas pode chegar a mil

Foto: Déborah Nguyen/WFP/AFP
Por Ângela Duarte há 8 meses

O governo de Zimbábue declarou estado de calamidade em áreas afetadas pela tempestade, a pior a atingir o país desde que o ciclone Eline devastou o leste e o sul do país, em 2000.

As mortes foram registradas principalmente em Chimanimani, uma região montanhosa perto da fronteira com a Mozambique. Não havia registro de turistas entre as vítimas.

A televisão estatal do Zimbábue, ZBC, informou que 150 pessoas estavam desaparecidas.


A passagem do ciclone Idai já deixou mais de 150 mortos em Moçambique e no Zimbábue, informou nesta segunda-feira (18) a agência Reuters, citando autoridades locais.

O funcionário do Ministério da Informação do Zimbábue, Nick Mangwana, disse à Reuters que 89 mortes foram confirmadas no país. E em Moçambique a agência estatal de notícias fala em 68 mortos, o que somado, dá 157 mortes no total, nos dois países.

A tragédia, no entanto, tende a chegar a números maiores, já que o canal local TVM já fala em 84 mortes em Moçambique, e o presidente moçambicano, Filipe Nyusi, afirmou em entrevista para uma rádio estatal que o número de vítimas pode chegar a mil.

Beira, a segunda maior cidade moçambicana, e seu arredores ficaram 90% danificados ou destruídos. "O alcance dos danos provocados pelo ciclone Idai é enorme e aterrorizante", afirmou a Federação Internacional da Cruz Vermelha (FICV) em um comunicado. Segundo a FICV, pelo menos 55 das mortes foram registradas nessa cidade de 530 mil habitantes.

O ciclone atingiu o centro de Moçambique na noite de quinta-feira (14) e avançou rumo ao Zimbábue e o Malawi, destruindo tudo em sua passagem: estradas, escolas, casas, lojas, hospitais e até mesmo uma represa.

As fortes chuvas previstas para a região e o avanço das equipes de emergência pelas localidades atingidas devem elevar o número de vítimas, segundo a Cruz Vermelha.

"A situação é terrível. Os meios de comunicação estão totalmente cortados e as estradas estão destruídas. Muitas localidades são inacessíveis", afirmou Jamie LeSueur, da FICV, citado no comunicado.

"Nos contaram que situação pode ser pior fora da cidade. No domingo, uma represa cedeu e cortou a última estrada ainda acessível para seguir até a cidade", explicou LeSueur.

Zimbábue

O governo de Zimbábue declarou estado de calamidade em áreas afetadas pela tempestade, a pior a atingir o país desde que o ciclone Eline devastou o leste e o sul do país, em 2000.

As mortes foram registradas principalmente em Chimanimani, uma região montanhosa perto da fronteira com a Mozambique. Não havia registro de turistas entre as vítimas.

A televisão estatal do Zimbábue, ZBC, informou que 150 pessoas estavam desaparecidas.

Fonte: G1