Michelle Obama deu conselhos de maternidade preciosos para Meghan Markle

As palavras da ex-primeira-dama dos EUA bateram forte aqui dentro. Meghan acertou em cheio ao entrevistá-la!

(Mark Wilson / Samir Hussein / WireImage/Getty Images)
Por Ângela Duarte há 3 meses

Quando foi convidada pra editar a Vogue britânica de setembro, Meghan Markle pensou que queria entrevistar uma mulher inspiradora, engraçada, complexa, mas com leveza. O único nome que lhe veio à mente foi Michelle Obama. Sim, a escolha perfeita! Ela conta que fez a proposta para a ex-primeira-dama dos Estados Unidos durante um almoço e ela prontamente aceitou. A entrevista é simples, mas profunda. O tema principal? Maternidade e mulheres.

Na edição intitulada “Forças de mudança”, Meghan reuniu mulheres que estejam rompendo barreiras. E Michelle, que Meghan considera uma amiga pessoal, não poderia estar de fora.

Muito franca, Michelle conta que ser mãe é uma aula em desapegar. “Podemos tentar o quanto for, mas existe um limite do que temos controle. E, cara, eu tentei – especialmente na primeira. Como mães, nós não queremos que nada machuque nossos bebês. Mas a vida tem outros planos. Machucados nos joelhos, caminhos difíceis e corações partidos fazem parte do combinado”, contou a advogada e escritora, mãe de Sasha, de 18 anos, e Malia, de 21.

Veja alguns pensamentos bonitos e sinceros que Michelle compartilhou com Meghan:

Sobre as filhas 

“O que é dolorido e animador ao mesmo tempo é ver a resiliência das minhas filhas. Em alguns pontos, Malia e Sasha não poderiam ser mais diferentes. Uma fala livremente e muito, a outra só se abre da sua maneira. Uma compartilha seus sentimentos mais profundos, enquanto a outra deixa que você descubra. Nenhuma das abordagens é melhor ou pior, porque as duas se tornaram jovens mulheres inteligentes, compreensivas e independentes, totalmente capazes de pavimentar seus próprios caminhos”.

Sobre maternidade

“A maternidade me ensinou que, na maior parte do tempo, meu trabalho é dar espaço para que elas explorem e desenvolvam as pessoas que elas querem se tornar. Não quem eu quero que elas sejam ou quem eu queria ser na idade delas, mas quem elas são, lá dentro. Maternidade também me ensinou que meu trabalho não é intimidar as adversidades no caminho delas, numa tentativa de eliminar qualquer possível problema. Pelo contrário, eu preciso ser um lugar seguro e consistente para elas voltarem quando falharem; e mostrar tantas vezes que for preciso, como se levantar sozinhas.”

“Simplesmente não preencha os espaços que você pensa que precisa preencher, como eu fiz quando tinha a idade delas. Eu falo sempre pra elas que espero que continuem testando até que elas sintam que é o certo. E o que pareceu ser certo ontem, não é necessariamente o melhor para hoje. Quando eu estava na faculdade, eu queria ser uma advogada, porque soava como um emprego para pessoas boas e respeitáveis. Levou vários anos para eu escutar a minha intuição e descobrir um caminho em que fosse melhor pra mim, internamente e do lado de fora”.

Sobre ser quem você é

“Nos tornar quem somos é um processo contínuo, e graças a Deus – por que qual seria a graça de acordar um dia e perceber que não sobrou lugar nenhum pra ir? Eu queria ter percebido isso antes. Na minha juventude, eu perdi muito tempo me preocupando em não ter conquistado o bastante, ou se eu estava me distanciando do caminho que tinha traçado. O que eu espero é que minhas filhas entendam isso antes de mim, de que não existe isso de caminho traçado. Que é OK desviar e que elas tenham confiança de que algumas coisas só acontecem com o tempo”.

Sobre ter filhos homens

“Seria exatamente tudo igual. Meus pais, meu pai, principalmente, ensinou que eu e meu irmão deveríamos tratar meninos e meninas igualmente. Quando eu estava na escola, meu pai saiu pra comprar um par de luvas de boxe para meu irmão. Mas quando ele voltou da loja, ele não estava carregando um, mas dois pares de luvas. Ele não iria ensinar o filho a dar um soco, sem ter a certeza de que a filha dele também saberia dar um gancho de esquerda. Eu era mais nova e menor do que meu irmão, mas conseguia enfrentá-lo. Eu podia dar um soco e acertar tão forte quanto ele. Meu pai percebeu isso. Eu acho que ele fez questão de que meu irmão percebesse isso também”.

Sobre o som mais bonito que já escutou na vida

“Quando Malia e Sasha eram recém-nascidas, Barack (Obama) e eu passávamos horas vendo elas dormindo. Nós adorávamos ouvir os barulhinhos que elas faziam – especialmente quando elas murmuravam quando dormiam pesado. Não me entenda errado, ser pais de primeira viagem é exaustivo. Tenho certeza que agora, você deve saber uma coisa ou outra sobre este período. Mas tem algo mágico sobre ter um bebê em casa. O tempo se expande e se contrai; em cada momento existe uma pequena eternidade. Eu estou muito animada por você e pelo Harry estarem experimentando isso, Meghan. Desfrute de tudo!”.

Na tarde de segunda (29), Michelle ainda compartilhou mais um ensinamento sobre maternidade, desta vez, um pensamento sobre a sua própria mãe.

“Eu sempre vejo algo nos olhos dela, algo que me guia todos os dias da minha vida, desde que eu nasci – a imperturbável crença de que não importa o que vier pelo caminho, ela vai conseguir enfrentar”, dizia parte da mensagem linda de aniversário que Michele postou para sua mãe.