Veja países e companhias que restringiram o uso do Boeing 737 MAX 8 após acidente na Etiópia

No domingo, aeronave da Ethiopian Airlines caiu seis minutos depois de decolar da capital etíope, Adis Abeba, matando 157 pessoas

Foto: Thomas Peter/Reuters
Por Ângela Duarte há 6 meses

Vários países e companhias adotaram por precaução restrições ao uso do Boeing 737 MAX 8 depois que esse modelo se envolveu em um segundo acidente em menos de cinco meses. No domingo (10), um avião da Ethiopian Airlines caiu seis minutos depois de decolar da capital etíope, Adis Abeba, em direção a Nairobi (Quênia), matando 157 a bordo.

Para a agência federal de aviação dos Estados Unidos (FAA), "até o momento" não há relação entre a queda do Boeing 737 Max 8 na Etiópia e o acidente com o avião do mesmo modelo da Lion Air, na Indonésia, em 29 de outubro de 2018. As causas do acidente ainda são investigadas.

Porém, Reino Unido, Irlanda, Omã, Malásia, China, Indonésia, Coreia do Sul e Mongólia suspenderam a utilização do Boeing 737 MAX 8, que entrou em operação comercial no início de 2017.

A Autoridade Australiana de Aviação Civil proibiu nesta terça-feira todos os Boeing 737 Max 8 em seu espaço aéreo, assim como a Malásia e a Irlanda.

Segundo a Boeing, 350 aeronaves do modelo são operadas por cerca de 50 empresas no mundo.

Companhias aéreas

Diversas companhias aéreas, também suspenderam a operação, como a Gol, a única brasileira a possuir esse modelo. Nesta terça-feira, a Norwegian Air e companhia Aerolíneas Argentinas anunciaram a suspensão temporária dos voos de seus cinco aviões desse modelo.

A decisão da Aerolíneas acontece depois de a associação argentina de pilotos divulgar um comunicado proibindo seus associados de pilotarem esse modelo de aeronave.

Na segunda, já tinham anunciado a decisão de deixar paradas as aeronaves as companhias: Ethiopian Airlines (Etiópia), Cayman Airways (Ilhas Cayman), a sul-africana Comair, Royal Air Maroc (Marrocos) e Aeromexico.

Avião novo

O Boeing 737 MAX 8 caiu no domingo (10) perto da cidade de Bishoftu, 62 km a sudeste de Adis Abeba, seis minutos depois de decolar. A aeronave seguia na direção de Nairobi, no Quênia. Os 8 tripulantes e os 149 passageiros que estavam a bordo morreram. Entre os passageiros, estavam cidadãos de mais de 30 países (não havia brasileiros).

O piloto do voo 302 da Ethiopian Airlines, identificado como Yared Getachew, tinha mais de 8 mil horas de voo. Ele pediu para voltar para o aeroporto após encontrar alguma dificuldade para guiar a aeronave.

A empresa ressalta que o avião era novo. "Como eu disse, é um avião novo em folha, sem registros de problemas técnicos, comandado por um piloto sênior, e não há nenhuma causa à qual possamos atribuir [o acidente] neste momento", disse o presidente da empresa aérea, Tewolde GebreMariam Medhin.

"Nós recebemos o avião em 15 de novembro de 2018. Ele voou mais de 1,2 mil horas. Havia voado de Joanesburgo [na África do Sul] mais cedo esta manhã", afirmou o CEO da Ethiopian Airlines. O piloto tinha mais de 8 mil horas de voo, segundo autoridades da companhia em coletiva.

Boeing lamenta a tragédia

"É com profunda tristeza que a Boeing recebe a notícia da morte dos passageiros e tripulantes do voo 302 da Ethiopian Airlines, a bordo de um Boeing MAX 8. Oferecemos nossas condolências às famílias e amigos dos passageiros e tripulantes e estamos à disposição para apoiar a equipe da Ethiopian Airlines. Uma equipe técnica da Boeing irá ao local do acidente para fornecer assistência técnica sob a direção do Departamento de Investigação de Acidentes da Etiópia e do Departamento Nacional de Segurança dos Transportes dos EUA".

Fonte: G1