Investigados por ameaças a estudante da UFCG assumem autoria de comentários preconceituosos, diz PC

Conforme a PC, suspeitos disseram que tudo não passou de uma “brincadeira”.

Foto: Reprodução/Whatsapp
Por Ângela Duarte há 7 meses


Quatro dos cinco alunos suspeitos de ameaçarem um estudante da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), após a divulgação de comentários preconceituosos feitos em um grupo de Whatsapp formado por uma turma do curso de Engenharia Mecânica da instituição, prestaram depoimento na delegacia de Polícia Civil, nesta quarta-feira (20). A quinta pessoa envolvida deve comparecer à delegacia nesta quinta-feira (21).

De acordo com a delegada Elizabeth Beckman, duas mulheres e três homens, que também estudam na UFCG, estão sendo investigados no caso. Em depoimento à polícia, os alunos assumiram ser os autores dos comentários, mas disseram que tudo não passou de uma “brincadeira”, sem cunho ameaçador.

Ainda conforme a delegada, o processo tramita no Juizado Especial Criminal e os alunos assinaram um termo de compromisso, assumindo a responsabilidade de comparecerem à audiência judicial, quando ela for marcada.

Os comentários do grupo de WhastsApp foram divulgados na quinta-feira (14), através de capturas de tela que mostram colocações racistas, homofóbicos e preconceituosos por parte de alunos da turma. Na conversa, alguns dos estudantes debocham dos beneficiários do Programa de Apoio a Planos de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais (Reuni), do Governo Federal. Palavras como “preto”, “amarelo”, “bixa”, “pobre” e “socialista” são postadas por alguns dos estudantes durante a conversa.

As ameaças ao colega que teria feito a denúncia também foram feitas no grupo do Whatsapp da turma, após as imagens com as conversas terem serem divulgadas. Um dos estudantes chegou a enviar uma foto de um dos assassinos do massacre da escola em Suzano (SP) morto, na manhã da quarta-feira (13). Abaixo da imagem, ele escreveu: “vede o destino dos que traem seus concidadãos”.

Segundo a UFCG, a Reitoria da instituição encaminhou o processo para a Procuradoria Federal.