Juiz dará em até 15 dias a sentença dos adolescentes acusados de estupros no colégio Geo

A Justiça encerrou a etapa de audiências e agora aplicou o prazo de 5 dias para as alegações finais da defesa e outros 5 dias para as alegações finais da acusação

Oitiva de testemunhas e vítimas foi feita no Fórum da Infância e Juventude de João Pessoa (Foto: Divulgação/TJPB)
Por Ângela Duarte há 5 meses

ClickPB

O juiz Luiz Augusto Souto Cantalice, do Fórum de Infância e Juventude de João Pessoa, vai dar a sentença dos adolescentes acusados de estupros no colégio Geo Tambaú, em até 15 dias. A coleta de depoimentos de vítimas e de testemunhas foi concluída após quatro sessões e agora a fase é de alegações finais por parte de defesa e de acusação.

A Justiça encerrou a etapa de audiências e agora aplicou o prazo de 5 dias para as alegações finais da defesa e outros 5 dias para as alegações finais da acusação. As informações foram confirmadas ao ClickPB pelo advogado Aécio Farias, da defesa dos adolescentes de 13 e de 17 anos acusados dos estupros contra três crianças. Outro menor, de 15 anos, também foi denunciado pelo Ministério Público da Paraíba (MPPB). Um quarto adolescente ainda não foi encontrado desde que os três primeiros mandados de busca e apreensão foram cumpridos no dia 8 de março.

Três supostas vítimas prestaram depoimento à Justiça. Das testemunhas ouvidas, 12 são de defesa e 6 de acusação, segundo Aécio Farias.

O fato veio à tona quando houve cumprimento de mandados de busca e apreensão nas casas dos três menores que foram recolhidos ao Centro de Educação do Adolescente (CEA), em Mangabeira, na Capital, no dia 8 de março deste ano.

A denúncia inicial foi feita à Polícia Civil pelos pais da primeira suposta vítima: um menino que tinha 8 anos em maio de 2018, período em que os abusos sexuais teriam acontecido, tendo sido iniciados em janeiro.

A professora do aluno enviou recado aos pais, na agenda, dizendo que ele estava indo muito ao banheiro. Ela questionava aos pais se o menino estava com algum problema fisiológico. A mãe desconfiou e teria identificado lesões nas nádegas da criança e procurou a Polícia Civil. O processo corre em segredo de Justiça desde maio de 2018.

A informação da delegada Joana D'arc é de que os adolescentes ordenavam que a criança fosse para a sala de aula e depois retornasse ao banheiro para mais estupros. Um zelador também foi denunciado como cúmplice e participante dos abusos. Esse segue preso após um terceiro pedido de prisão preventiva, ante a negação dos dois primeiros feito pelo MPPB.

Todos os acusados negam que abusaram sexualmente das três crianças e o advogado Aécio Farias já havia relatado ao ClickPB que considera as provas frágeis e que o exame sexológico feito ainda em maio do ano passado teve resultado negativo para indícios de estupros.