Mãe e psicóloga depõem em audiência com testemunhas dos supostos estupros no Geo

As testemunhas de defesa são colegas de escola e professores. Já as testemunhas de acusação são as crianças supostamente abusadas, mães e duas funcionárias da escola

Foto: Divulgação/TJPB
Por Ângela Duarte há 5 meses

A audiência de instrução com as testemunhas de acusação e de defesa sobre a denúncia de estupros no colégio Tambaú segue em andamento no Fórum de Infância e Juventude de João Pessoa, na tarde desta sexta-feira (22). O advogado Aécio Farias, da defesa de dois dos três adolescentes apreendidos, informou que a segunda testemunha de acusação começou a ser ouvida às 12h30.

A audiência foi iniciada às 9h da manhã desta sexta-feira. Essas duas primeiras testemunhas de acusação são uma mãe e uma psicóloga. A audiência de instrução foi antecipada, pois seria realizada somente em abril.

As testemunhas de defesa são colegas de escola e professores. Já as testemunhas de acusação são as crianças supostamente abusadas, mães e duas funcionárias da escola.

O advogado de defesa dos adolescentes de 13 e de 17 anos, Aécio Farias, reafirmou ao ClickPB, na quarta-feira (20), que não há provas dos abusos sexuais e que o exame sexológico feito dias após a denúncia do caso teve resultado negativo. O advogado informou ainda ao portal que diversos alunos se ofereceram para depor a favor dos adolescentes acusados.

Os adolescentes não vão depor na sexta-feira. Eles serão chamados a prestar depoimento em outra data através do projeto Depoimento Sem Dano, ainda segundo o advogado Aécio Farias. Esse projeto consiste na coleta especial de depoimento em que a criança ou adolescente participa da oitiva de forma multidisciplinar, com auxílio de assistente social ou psicólogo, permitindo um ambiente menos constrangedor.

O caso

Quatro adolescentes foram denunciados suspeitos de terem abusado sexualmente de um menino de 8 anos entre janeiro e maio de 2018, dentro do banheiro do colégio Geo Tambaú. O caso foi revelado pela mãe de uma vítima que procurou a Polícia Civil após ser informada por uma funcionária que o filho estava indo muito ao banheiro da escola. Ela encontrou sinais de violência na região das nádegas da criança.

O processo corre em segredo de Justiça desde o ano passado e veio à tona com a apreensão de três adolescentes no dia 8 de março, com mandados cumpridos pela Polícia Civil. Outras vítimas foram apontadas pelo Ministério Público da Paraíba (MPPB) e pela Delegacia de Infância e Juventude da Capital.