Foragido italiano: Cesare Battisti é preso na Bolívia

Ele teve a prisão determinada pelo ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF) em 13 de dezembro.

Por Ytalo Kubitschek há 10 meses

A área da inteligência da Polícia Federal (PF) informou as autoridades bolivianas que o italiano Cesare Battisti tinha fugido para a Bolívia nas últimas semanas, ajudando na captura por meio dessas informações. 

Segundo informado ao blog, os dados foram repassados tanto ao adido da PF na região, o oficial de ligação da polícia brasileira na Bolívia, quanto propriamente às autoridades bolivianas, numa ação de cooperação internacional. 

“A gente tinha elementos, uma hipótese sólida de que ele havia ido para a Bolívia e passamos esses dados ao adido e às autoridades bolivianas”, informou à coluna uma autoridade policial brasileira. 

A própria Polícia Italiana também tinha os dados da fuga de Battisti para a Bolívia, e cooperando com o Brasil de forma coordenada, ajudou a Bolívia, segundo a mesma autoridade policial. 

Municiadas dessas informações repassadas pela PF brasileira e pela polícia italiana, as autoridades da Bolívia começaram as buscas por Battisti em seu país. A diligência em si que terminou com a prisão, contudo, foi exclusiva da polícia boliviana. 

A troca de informações foi constante na área de inteligência nos últimos dias. E essa hipótese da ida para a Bolívia, e a permanência em em Santa Cruz de La Sierra, ganhou corpo à medida que uma equipe grande de agentes de inteligência atuava no caso. 

Entenda o caso

Cesare Battisti foi condenado à prisão perpétua em 1993 sob a acusação de ter cometido quatro assassinatos na Itália nos anos 1970. Ele fugiu por vários países até chegar ao Brasil há mais de uma década. 

Em entrevista a este blogueiro em 2009, Battisti afirmou que se fosse extraditado para a Itália seria morto. Ele diz não ter envolvimento com os homicídios. 

Em 2010, o ex-presidente Lula negou a extradição do antigo ativista político, mas sua situação jurídica mudou no Brasil. Battisti era considerado foragido desde o último dia 14 de dezembro, quando o então presidente Michel Temer assinou o decreto de extradição do italiano.