Megaoperação contra facções criminosas cumpre mandatos na PB e mais 13 estados

Policiais devem cumprir 266 mandados de prisão e 203 de busca e apreensão

Por Iracema Almeida há 1 semana

Na manhã desta terça-feira (4 de dezembro), o Grupo Nacional de Combate às Organizações Criminosas (GNCON), formado pelos Grupos de Atuação Especial Contra do Crime Organizado do Ministério Público da Paraíba (Gaeco/MPPB) e a Delegacia de Repressão a Entorpecentes da Polícia Civil da Paraíba (DRE/PC-PB) realizaram uma megaoperação articulada para reprimir ações de facção criminosa, em 14 estados do país. A operação conjunta se soma ao esforço simultâneo de dez Gaecos do MP brasileiro, contra integrantes de facções criminosas que atuam no País. 

A ação mobiliza os Gaecos do Acre, Alagoas, Espírito Santo, Paraíba, Rio de Janeiro, Roraima, Santa Catarina, São Paulo e Tocantins, e o Núcleo de Controle e Fiscalização do Sistema Prisional do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios. A operação também inclui diligências em 15 unidades da federação – AC, AL, DF, ES, GO, MS, PE, PB, PR, RJ, RR, RS, SC, SP e TO – e tem por alvos integrantes da facção criminosa de origem paulista (Primeiro Comando da Capital - PCC), carioca (Comando Vermelho – CV, do Terceiro Comando Puro - TCP) e Amigo dos Amigos - ADA), capixaba (Primeiro Comando de Vitória - PCV) e paraibana (Okaida RB, uma dissidência da Okaida).

Ao todo, objetiva-se o cumprimento de 266 mandados de prisão e 203 de busca e apreensão. Em Tocantins, ainda é feita inspeção na Casa de Prisão Provisória de Palmas, com a finalidade de apreender armas, drogas, explosivos, aparelhos de comunicação móvel e cadastros de faccionados.

O Grupo Nacional de Combate às Organizações Criminosas (GNCOC) congrega o Ministério Público brasileiro e foi criado em fevereiro de 2002, por iniciativa do Conselho Nacional de Procuradores-Gerais dos Ministérios Públicos dos Estados e da União (CNPG), para combater o crime organizado que atinge todo o país.