Suspeito de manter esposa em cárcere privado vai para presídio de Santa Rita, na PB

Mulher de 28 anos convivia com homem há mais de um ano. Homem foi preso no domingo (18)

Penitenciária Padrão de Santa Rita, na Paraíba — Foto: Reprodução/TV Cabo Branco
Por Ângela Duarte há 1 mês

G1

Um homem suspeito de manter a esposa em cárcere privado durante uma semana foi encaminhado para a Penitenciária Padrão de Santa Rita, após audiência de custódia, no Fórum de Santa Rita, nesta segunda-feira (19). O suspeito foi preso no domingo (18), em Santa Rita, na Grande João Pessoa. A mulher de 28 anos convivia com o homem há mais de um ano e, na última semana, foi impedida de sair de casa. Antes disso, ela foi agredida por ele.

A mulher contou à Polícia Civil que o marido não permitia que ela saísse sozinha sequer para fazer feira, não deixava que ela conversasse com familiares, nem telefonasse para a mãe, que mora no Rio de Janeiro.

No domingo (11) da semana passada o homem saiu de casa e a deixou trancada, conforme conta a delegada Paula Monalisa. Na volta, ele percebeu que ela havia tomado banho e trocado de roupa. Com ciúmes, ele manteve a esposa durante toda a semana presa em casa e a agrediu durante a manhã.

Neste domingo (18), no entanto, ele saiu e, quando voltou, por volta das 16h, reclamou que ela havia saído para o quintal para lavar roupa. Então ele começou uma nova série de agressões, com murros e chutes que machucaram a mulher.

No momento da agressão, ela conseguiu fugir e saiu correndo pela rua. Com a ajuda de um motorista de transporte alternativo ela conseguiu sair de perto da casa para ir até uma delegacia, em Tibiri. No caminho, ela percebeu a presença de uma viatura e atravessou na frente do carro pedindo socorro.

Com a polícia, a mulher voltou até a casa onde morava, mas o homem não estava mais lá. Quando saíam do local, se depararam com o homem e a filha do casal em cima de uma bicicleta. A Polícia Militar fez a abordagem, mas o homem resistiu a prisão, desacatando os policiais. Foi preso uma equipe de cinco policiais para que o homem fosse preso.

A mulher deve ser acolhida em um abrigo enquanto recebe da mãe a passagem para ir embora para o Rio de Janeiro. Ela ficará sob custódia do estado, em uma casa com a segurança necessária.