Tenente-coronel do Exército é preso por suspeita de desvio de armas para clubes de tiro

Oficial era responsável pela fiscalização das armas no Rio, segundo o jornal O Globo. Comando Militar do Leste e Exército confirmaram prisão

Foto: Reprodução / TV Globo
Por Ângela Duarte há 6 meses

Fonte: G1

O tenente-coronel Alexandre de Almeida, foi preso em flagrante na terça-feira (23) pela suspeita de desvio de armas do Exército para clubes de tiro. Ele era responsável pela fiscalização do armamento no Estado. Um inquérito policial militar (IPM) foi aberto para investigar o caso. A prisão foi confirmada pelo Comando Militar do Leste e pelo Centro de Comunicação Social do Exército.

Almeida tinha a obrigação de fiscalizar a importação e o comércio dessas armas para civis, o funcionamento de clubes de tiros, a venda de explosivos, a blindagem de veículos , além da atuação de caçadores, atiradores e colecionadores.

A página do Exército na internet mostra que em janeiro do ano passado, o tenente-coronel Alexandre de Almeida foi homenageado pela Confederação Brasileira de Tiro Esportivo, "pelos relevantes serviços prestados a atletas e praticantes de tiro esportivo."

Armas repassadas no Espírito Santo

A notícia do inquérito policial-militar, instaurado pelo Exército, foi publicada pelo jornal O Globo. Segundo o jornal, as armas desviadas pelo tenente-coronel Almeida eram repassadas para a guerreiros escola de tiro e comércio de armas, na cidade de serra, no Espírito Santo.

A investigação começou a partir da aposentadoria de um coronel. Ao passar para a reserva, ele entregou sua arma, uma pistola 9 milímetros, para o serviço de produtos controlados, comandado pelo tenente-coronel Almeida.

Em dezembro do ano passado, o oficial aposentado ficou sabendo que a arma tinha sido desviada para o clube de tiro do Espírito Santo.

Militares fizeram uma busca no clube de tiro e apreenderam cinco armas com a inscrição do Exército. E investigam o possível desvio de outras armas para o clube. Leonardo Loureiro, sócio e irmão do dono do clube de tiro, disse que armas foram negociadas diretamente com o tenente-coronel Alexandre de Almeida, em três lotes.

Loureiro afirmou também que o oficial afirmou que essas armas pertenciam a um colecionador, muito doente, e que a família quis se desfazer da coleção.