Vereador diz que colégios deixaram de ter como propósito a formação de novos cidadãos

Tema foi abordado na Câmara após os casos do Geo Tambaú e do Massacre de Suzano

Foto: Olenildo Nascimento
Por Ângela Duarte há 8 meses

Devido aos recentes acontecimentos envolvendo duas escolas, O Geo Tambaú, em João Pessoa, e a Escola Estadual Professor Raul Brasil, em Suzano (SP), a segurança das escolas foi assunto de debate na Câmara Municipal de João Pessoa (CMJP).

 A vereadora Eliza Virgínia (PSDB) sugeriu a necessidade de uma Frente Parlamentar em Defesa da Criança e do Adolescente na Casa. “Temos que tomar pé da situação. Um caso parecido com esse já aconteceu na Capital, quando um jovem entrou armado na Escola Violeta Formiga. Estamos todos de luto, vimos a falência dos costumes e valores”, desabafou.

Já o vereador Thiago Lucena (PMN) questionou as escolas privadas na Capital. “A escola parou de ser uma instituição que visa à educação para buscar o lucro, o propósito deixou de ser formar novos cidadãos. Temos que fazer essa reflexão, pois vários colégios hoje vislumbram apenas o lucro”, afirmou. Essa semana, em reunião com a diretoria da escola, pais de alunos do Geo Tambaú se revoltaram com a demora do colégio em tomar providências, afirmando que estas só foram tomadas por que o caso foi à tona na mídia.

O vereador João Almeida (SD) se preocupou com a exposição pública dos alunos envolvidos no caso da Capital,  e como isso pode afetar psicologicamente as crianças. “Temos que refletir sobre como é perigoso mexer com o psicológico das crianças e dos adolescentes. Foram divulgadas fotos das crianças envolvidas no caso, como se fosse matéria do momento, e isso é um assunto que precisa ser tratado de forma sigilosa e pela Justiça. Segurança pública se faz com prevenção e amor”, afirmou o vereador que também é policial federal. Vale ressaltar que divulgar fotos ou vídeos de menores de idade sem autorização é crime, de acordo com o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).


Com assessoria