Duas crianças são mutiladas por fogos de artifício em menos de 11 dias, diz Hospital de Trauma

Em comparação com dados de 2018, quando foram registrados 67 casos, e em 2017 com 19 casos, o aumento foi de 300% nos registros de casos envolvendo queimaduras e mutilações

Foto: Walla Santos
Por Ângela Duarte há 5 meses

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Com a chegada das festas juninas, a Unidade de Tratamentos de Queimados do Hospital Estadual de Emergência e Trauma já registrou nestes primeiros 11 dias, a entrada de três crianças, sendo que duas delas com mutilações de fogos de artifício. Em comparação com dados de 2018, quando foram registrados 67 casos, e em 2017 com 19 casos, o aumento foi de 300% nos registros de casos envolvendo queimaduras e mutilações.  

Segundo o coordenador da Unidade, Saulo Montenegro, esse período de festejos juninos é de alerta. "A sociedade deve estar em alerta sobre a importância da prevenção e dos perigos de manusear fogos de artifícios. Para se ter uma ideia, nestes primeiros 11 dias, já deram entrada na UTQ, três crianças, sendo que duas delas estão mutiladas”, completou.

Ainda segundo ele, os fogos de artifício se não forem manuseados com prudência podem oferecer consequências para vida inteira. "Muitas dessas pessoas acometidas por queimaduras de fogos de artifício podem sair do mercado de trabalho por causa de sequelas permanentes nas mãos ou perda de dedos, além de queimaduras graves. “Vale ressaltar que estes produtos devem respeitar a faixa etária recomendada pelo fabricante. Além disso, não se deve soltá-los perto de redes elétricas e de crianças, já que elas representam em torno de 40% das entradas de vítimas de fogos”, frisou.

Durante este período, funciona no Hospital de Trauma, referência para estes casos na Paraíba, o disque-queimados. Através do número 3216-5700, a população pode receber informações sobre as medidas até chegar a unidade hospitalar. E durante as festas tradicionais, a instituição estará com uma equipe multidisplinar reforçada para atender todos os casos.