Atenção primária é alternativa para garantir saúde no envelhecimento dos brasileiros​​

A alternativa mais eficiente encontrada pelas operadoras de planos de saúde para alcançar esse objetivo é o investimento em programas eficazes de atenção primária à saúde.

Por Ytalo Kubitschek há 7 meses

O número de brasileiros com idade acima dos 65 anos deve quadruplicar até 2060, chegando a 58,4 milhões de pessoas, conforme estimativa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Isso é reflexo da queda das taxas de natalidade e de mortalidade registradas no país. A maior expectativa de vida exige ações que garantam um envelhecimento saudável. A alternativa mais eficiente encontrada pelas operadoras de planos de saúde para alcançar esse objetivo é o investimento em programas eficazes de atenção primária à saúde.

De modo resumido, a atenção primária é uma forma de intervenção precoce na história natural das doenças, para evitar a necessidade de intervenções mais drásticas e emergenciais, como internações e procedimentos cirúrgicos.

Esse é um caminho promissor já identificado e adotado, por exemplo, pela Geap, autogestão que administra planos de saúde para servidores públicos, em todo País. A Operadora criou a Política Mais Saúde, que referencia programas estratégicos em várias frentes de atenção primária à saúde.

Um deles é o Programa Idoso Bem Cuidado. Além de atendimento com médico geriatra, gerontólogo e generalista, nutricionista e psicólogo, isentos de coparticipação, o programa inclui os resultados em um Registro Eletrônico de Saúde, que permite o acompanhamento e o monitoramento de cada um. 

Essa estratégia preventiva acerta em cheio, especialmente, as necessidades do público com mais de 80 anos. Resultado que é ainda mais positivo para o público atendido pela Geap, tendo em vista que a Operadora tem o maior percentual da sua carteira de beneficiários composto por idosos. Sem contar que, entre eles, há mais de 500 centenários.

Para a Diretora de Saúde da Geap, Luciana Rodriguez, doutora em Bioética, programas como esse vão estimular as pessoas a preservarem sua saúde com ações permanentes e cotidianas, o que evitará que os idosos precisem procurar constantemente atendimento clínico para tratamento de doenças que poderiam ser evitadas.

“A saúde precisa de cuidados permanentes e precoces. A inclusão de práticas de estímulo e promoção à saúde, desde cedo, na vida das pessoas é a garantia de um futuro envelhecimento saudável e longevo”, declarou Luciana Rodriguez.

Mas não é apenas a população idosa que está crescendo. O total de habitantes em todas as faixas etárias também está. Ainda conforme projeção da Pesquisa Nacional de Amostra de Domicílios (Pnad), do IBGE, toda a população brasileira chegará ao seu máximo no ano de 2030, quando atingirá um total 204,3 milhões de habitantes. Para 2035, a projeção é de que esse número caia para 200,1 milhões.

Por isso, os diversos públicos demandam ações de atenção primária. Notando essa necessidade, a Geap Saúde também criou, dentro da Política Mais Saúde, outros programas paralelos, direcionados a perfis específicos, como os programas Saúde da Criança e do Adolescente (para beneficiários de zero a 18 anos), Saúde da Mulher e Saúde do Homem, sem falar de outros mais estratégicos como Hiperdia, Movimente-se com Saúde, Saúde Mental e Expande.

Assim como Luciana Rodriguez, o Gerente de Atenção e Promoção à Saúde da Geap (Geprom), Breno Piovezana, mestre e graduado em Enfermagem, confirma que a assistência primária da saúde garante a qualidade de vida das pessoas. “Além disso, ações como esta reduzem danos e agravos por doenças, sem falar na diminuição de custo assistencial a médio e longo prazos, reduzindo a utilização de serviços de saúde de alta complexidade”, concluiu.