Casos de HIV/Aids têm redução de 39% na Paraíba

Apesar da diminuição, casos entre pessoas jovens aumentou

Foto: Reprodução
Por Ângela Duarte há 3 meses

A Secretaria de Estado da Saúde (SES) divulgou que, de acordo com um boletim epidemiológico, em 2019, foram notificados 211 casos de HIV/Aids, sendo 164 diagnosticados com HIV e 47 de Aids. No mesmo período de 2018, foram registrados 342 casos de HIV/Aids, o que significa uma diminuição de 39%.

O boletim epidemiológico da Gerência Operacional das IST/HIV/Aids/Hepatites Virais da Secretaria de Estado da Saúde (SES) aponta que, em 2019, foram notificados 211 casos de HIV/Aids, sendo 164 diagnosticados com HIV e 47 de Aids. No mesmo período de 2018, foram registrados 342 casos de HIV/Aids, tendo uma diminuição de 39%.

Em 2019, as cidades com o maior número de casos de HIV/Aids são: João Pessoa (86), Bayeux (oito), Patos (nove), Mamanguape (sete) e Campina Grande (27). Elas concentram 65% do total dos casos registrados no período.

Apesar disso, o cenário epidemiológico apresentou aumento de casos entre pessoas jovens na faixa etária entre 20 e 49 anos. Um destaque do boletim é o diagnóstico de 16 casos de HIV em gestantes e uma criança com transmissão vertical (da mãe para o filho).

Foram registrados 56 óbitos, em pessoas de 30 a 59 anos. O diagnóstico tardio ainda é um importante fator de manutenção dos números de mortalidade. Sendo uma grande tendência no sexo masculino, que ainda é um grupo de difícil adesão aos antirretrovirais.

HIV e AIDS não são a mesma coisa

Apesar de ambos os termos se referirem à mesma Doença Sexualmente Transmissível (DST), enquanto o HIV é a sigla para o vírus que ataca o sistema imunológico, a AIDS é a sigla para um estágio avançado da DST, onde o indivíduo infectado já está muito debilitado. Uma pessoa com HIV, se descobrir a doença cedo e iniciar o tratamento, pode nunca desenvolver a AIDS.

Profilaxia Pós-Exposição – PEP

A PEP é uma forma de prevenção de urgência à infecção pelo HIV que consiste no uso de medicamentos que precisam ser tomados por 28 dias, que deve ser iniciada o mais rápido possível, preferencialmente, nas primeiras duas horas após a exposição e no máximo, em até 72 horas para reduzir o risco de adquirir a infecção. Deve ser utilizada após qualquer situação em que exista risco de contágio: violência sexual, relação sexual desprotegida e acidente ocupacional.

Profilaxia Pré-Exposição – PrEP

A PrEP consiste na tomada diária de um comprimido que impede que o vírus causador da Aids infecte o organismo, antes de a pessoa ter contato com o vírus. Ela é indicada para pessoas que têm maior chance de entrar em contato com o HIV.

Com Assessoria