Faltam medicamentos e insumos no Hospital Napoleão Laureano

Equipamento para radioterapia está quebrado há quase dois meses e cerca de 500 pacientes aguardam tratamento

Foto: Divulgação / CRM-PB
Por Ângela Duarte há 7 meses

Durante uma fiscalização no Hospital Napoleão Laureano, na manhã deste dia 1º de abril, realizada pelo Conselho Regional de Medicina da Paraíba (CRM-PB), foi constatada a falta de medicamentos orais e intravenosos para quimioterapia, antibióticos, além de insumos, como luvas e soro fisiológico. Além disso, uma das três máquinas de radioterapia está quebrada a quase dois meses, deixando cerca de 500 pacientes sem atendimento. Os médicos estão com seis meses de pagamento atrasado. O Conselho informou que denunciará a situação ao Ministério Público Federal, para que as devidas providências sejam tomadas e o hospital, que é referência no tratamento de câncer no estado, não vá a falência.

De acordo com o que foi verificado pela equipe do CRM-PB, haviam 17 medicamentos orais quimioterápicos, além de seis tipos de antibióticos, em falta. Mais de 70 pacientes com câncer de próstata estão na lista de espera por algum desses medicamentos. Também faltam cateteres das bombas de infusão usadas na quimioterapia, o que prejudica o tratamento. No centro cirúrgico, médicos precisam administrar o uso de antibióticos após os procedimentos, pois é comum a falta desses medicamentos, além de luvas e soro fisiológico. Funcionários da farmácia disseram que há mais de seis meses enfrentam o problema da falta de estoque de remédios.

O diretor de fiscalização do CRM-PB, João Alberto Pessoa, afirma que o hospital vem enfrentando um sério problema financeiro, que precisa ser sanado para que não comprometa ainda mais a saúde dos pacientes. “O paciente oncológico não pode esperar. É preciso que se faça algo com urgência, caso contrário a falência do hospital será inevitável”, disse.

De acordo com a direção do hospital, 92% dos pacientes atendidos no Napoleão Laureano são do Sistema Único de Saúde (SUS), que está com uma tabela de valores de procedimentos congelada há cinco anos. Mais de 70% dos pacientes com câncer no Estado são tratados no Laureano e, em alguns casos, como pediatria e hematologia, esse número chega quase a 100%. “Este é um hospital importantíssimo para o Estado, não pode ficar dependendo apenas de doações e chegar a este ponto que chegou”, afirmou o diretor de fiscalização.

Com assessoria