Menina de 4 anos morre após ingerir veneno de rato, na Paraíba

Criança teria encontrado veneno na rua, segundo relato da mãe ao Hospital Infantil de Patos. Menina chegou a receber atendimento médico, mas morreu na tarde da quinta-feira

Foto: Rafaela Gomes/TV Paraíba
Por Ângela Duarte há 3 semanas

G1

Uma menina de 4 anos morreu na tarde da quinta-feira (22) após ingerir veneno de rato, em Patos, no Sertão paraibano. De acordo com a direção do Hospital Infantil Noaldo Leite, para onde a criança foi levada, a mãe da menina relatou que a criança teria encontrado o veneno na rua. Ingrid Vitória Laurentino Lopes de Oliveira chegou a receber atendimento médico, mas não resistiu e morreu na unidade de saúde.

Segundo relato da mãe de Ingrid Vitória aos médicos, na tarde da quarta-feira (21) a menina estava fora de casa quando pegou algo do chão e colocou na boca. Minutos depois a criança teria passado mal e foi socorrida e levada para o hospital, onde foi constatado que ela havia ingerido veneno de rato.

Conforme o diretor clínico do hospital, Eulâmpio Dantas, a criança deu entrada na unidade de saúde por volta das 19h39 da quarta-feira (21). “Ela deu entrada com um histórico de que, duas horas antes, teria ingerido veneno de rato. A mãe contou que a menina encontrou o ‘chumbinho’ na rua, pensou que era uma balinha e engoliu”, relatou.

O diretor clínico do hospital disse que foram feitos os cuidados médicos iniciais na criança. “Houve o atendimento inicial, depois a criança teve um rebaixamento do nível de consciência, dando entrada na UTI, após isso ela foi entubada e foram feitos os procedimentos pra estabilizar. Na tarde da quinta-feira (22), ela apresentou um quadro de sangramento digestivo e veio a óbito”, explicou Eulâmpio Dantas.

Mostra do veneno entregue à polícia

Ainda segundo o hospital, a mostra do veneno que a criança ingeriu foi encaminhada para a Central de Polícia Civil de Patos. Na manhã desta sexta-feira (23), o delegado Ronis Feitosa informou ao G1 que o caso está sendo apurado pela Delegacia Seccional da cidade. “Apesar de não haver denúncia, a polícia recebeu o material e está fazendo diligências para esclarecer o caso”.