Mulheres acima de 50 anos têm mais risco de enfartar, como Tássia Camargo

Dados do Datasus apontam que enfartes após os 50 anos matam quase três vezes mais mulheres do que o câncer de mama na mesma faixa etária

Foto: Reprodução/Instagram
Por Ângela Duarte há 7 meses

A atriz Tássia Camargo, de 58 anos, sofreu um enfarte no último fim de semana e foi internada. Quadros como estes são mais comuns nesta faixa etária: após entrar na menopausa (período que começa entre 50 e 55 anos), a mulher passa a correr mais risco de enfartar. Dados do Datasus apontam que enfartes após os 50 anos matam quase três vezes mais mulheres do que o câncer de mama na mesma faixa etária.

— Os hormônios da fase fértil da mulher a protege da aterosclerose (acúmulo de placas de gordura), o que diminui a chance de um caso de enfarte — explica Claudio Tinoco, diretor científico da Sociedade de Cardiologia do Estado do Rio de Janeiro (Socerj).

O enfarte ocorre quando um coágulo bloqueia a passagem de sangue. Sem irrigação, a artéria perde oxigênio e morre, afetando a oxigenação do coração.

— Quando a placa de gordura da artéria se rompe, plaquetas se agregam à gordura e forma-se um coágulo, que impede o fluxo sanguíneo — detalha Mohamed Wafae Filho, chefe da Unidade Pós-Operatório em Cirurgia Cardíaca do Hospital São Francisco na Providência de Deus.

As mulheres correm mais risco de apresentar sintomas atípicos em casos de enfarte, como dor na região da barriga, como se fosse uma gastrite; enjoo; mal-estar e cansaço excessivo sem causa aparente. O sinal clássico de um enfarte é a dor na região do peito em forma de aperto, que pode irradiar para braços, pescoço e costas. Diante de qualquer sintoma, é preciso procurar o quanto antes um serviço de emergência.

Doenças como hipertensão, obesidade, diabetes são fatores de risco para o enfarte, assim como o tabagismo, o colesterol alto e o histórico familiar. Para se prevenir, é preciso controlar as doenças de risco, parar de fumar, praticar atividades físicas e se consultar frequentemente com um cardiologista em caso de histórico na família.


Fonte: Jornal Extra