4 dicas para quem quer se casar fora do Brasil

A procura pelo "destination wedding" está cada vez maior, principalmente entre brasileiros

(AleksandarNakic/Getty Images)
Por Ângela Duarte há 1 mês

Casar-se fora do país está se tornando um hábito cada vez mais comum entre os casais. O mercado de destination wedding cresceu muito nos últimos anos e os brasileiros estão no topo das nacionalidades que mais procuram esse tipo de evento, seguidos pelos australianos e chineses.

Só na Itália, um dos destinos favoritos para realizar a cerimônia, os casamentos de estrangeiros movimentaram mais de 500 milhões de euros no último ano, segundo uma pesquisa inédita do Centro de Estudos Turísticos de Florença. De olho nesse nesse mercado surgiu a Getting Married in Italy, empresa especializada em realizar casamentos no país.

Para focar ainda mais nos brasileiros, a empresa criou a Casamento na Itália, que conta com profissionais brasileiros ou que falem português para tornar o processo mais fácil e prazeroso para os casais.

Segundo Sandra Santoro, fundadora de ambas as empresas, a vontade de se casar fora do país têm crescido porque, atualmente, os pais não têm mais tanta voz nas escolhas dos filhos. O preço das celebrações também é um atrativo, já que muitas vezes é mais barato do que realizar uma festa no próprio país.

“Para esses casais, não é mais concebível investir em uma festa para 100 a 200 pessoas. Na Europa, eles chegam a investir, muitas vezes, o mesmo valor ou bem menos do que investiriam em uma festa nos moldes tradicionais no Brasil – aliás, os noivos valorizam agora a experiência de casamento, algo que seja só deles ou dos seus familiares”, explicou.

Em entrevista para CLAUDIA, Sandra deu dicas essenciais para quem quer celebrar esse dia especial longe do seu país. Confira:

1) Comece a se organizar com antecedência

Se optar por casar fora do país, o ideal é começar a organizar a cerimônia com, pelo menos, um ano de antecedência. Lembre-se de que o planejamento será feito “à distância”, então é necessário mais tempo para conseguir resolver as pendências. Antes de tudo, obviamente, o casal deve decidir o destino — na Itália, as regiões da Toscana (Florença e Siena), Lombardia (Milão, Lago de Como e Lago de Garda) e Campânia (região da Costa Amalfitana) são as mais procuradas.

“Quando falamos sobre um Destination Wedding, a logística é um dos muitos detalhes que requerem cuidadosa atenção, tanto para o bem-estar do casal, quanto para a facilidade de ir e vir dos convidados. Um casal pode ter como prioridade, por exemplo, um local que seja perto do aeroporto e, ao mesmo tempo, convenientemente próximo à cidade”, explica Sandra.

Depois de decidir o local, é o momento de decidir a data. “O casal deve planejar a data de acordo com o clima que eles desejam – a temporada tradicional vai de maio a outubro. Dentro desse período, julho e agosto são os meses mais quentes, perfeitos para cerimônias ao pôr do sol e ao ar livre”, conta.

Quanto mais cedo começar a planejar, maiores são as chances de conseguir os fornecedores que fazem seu estilo e que a locação desejada tenha a data disponível. Além disso, o estresse é menor quando é possível se planejar com calma e há mais chances dos convidados conseguirem se organizar para viajar até outro país.

2) Defina seu estilo de casamento

Geralmente, os Destination Weddings duram, pelo menos, três dias. Além de escolher qual tipo de cerimônia e festa é mais a cara do casal, eles também devem decidir se irão realizar eventos, jantares ou celebrações nos outros dias em que os convidados estejam na cidade.

Os Wedding Weekends, por exemplo, são ótimas opções para aqueles que não querem ter apenas a cerimônia tradicional, mas sim, viver uma verdadeira experiência. É comum que os noivos aluguem uma vila para ficar com todos os convidados e realizem outras festas e jantares para todos passarem um final de semana inesquecível juntos.

Outras duas opções disponíveis são o Miniwedding e o Elopement Wedding. O primeiro reúne entre 20 e 30 pessoas, somente amigos e familiares mais próximos, e custa aproximadamente 18 mil euros. Já o Elopement Wedding, ou casamento a dois, o mais procurado por brasileiros, é uma cerimônia ainda mais intimista, em que participam apenas os noivos, acompanhados, no máximo, por seus pais. O valor é, em média, de 7.500 euros e muitos já emendam a cerimônia com a Lua de Mel.

3) Faça uma lista com todos os documentos necessários

Na maioria das vezes, os casais desejam fazer apenas uma cerimônia simbólica fora do país e isso não requer nenhum tipo de documentação específica. Porém, se o desejo for fazer uma cerimônia civil, é preciso se atentar aos documentos necessários logo no início da organização, para poder solicitá-los com antecedência, já que alguns demoram para ficar prontos ou têm data de validade.

Geralmente, é necessário estar com os passaportes, certidões de nascimento e de estado civil e comprovante de residência. Além deles, cada país tem uma documentação específica exigida aos estrangeiros.

Destination wedding

4) Contrate uma empresa especializada

Apesar de hoje em dia encontrarmos muitas informações na internet, é muito difícil organizar um casamento à distância sem ajuda profissional. Por isso, se possível, considere contratar uma empresa especializada e curta as preparações mais tranquilamente.

“Um Destination Wedding se estende por, pelo menos, três dias e inclui planos para entreter e dar suporte aos convidados durante esse período. Para isso, é fundamental que os noivos escolham uma experiente assessoria de casamentos”, afirma Sandra.

Além de providenciar tudo o que for necessário para a cerimônia, o assessor irá organizar todos os outros detalhes da viagem, como o transporte e acomodação dos convidados, as atividades que eles irão realizar, passeios turísticos pela cidade, entre outros.